Início | Bio | Transparência | Galeria | Links | Contactos
      English
  OK  
Parlamento
Arquivo
Artigos
Notícias
direitoshumanos
segurancaedefesa
libia
integridadeetransparencia
fiscalidade
submarinos
envc
justicaeassuntosinternos
vistosgold
vooscia
 
 
Segurança e Defesa
25/10/2016
Segurança interna na UE - Progresso feito na implementação das medidas de segurança adoptadas e desafios no futuro (debate)

Senhor Presidente, este primeiro relatório mensal pode ser uma boa iniciativa para darmos respostas eficazes ao imperativo da segurança dos nossos cidadãos que não pode ser alcançado sem cooperação europeia. Nesse sentido, estamos a negociar a diretiva de combate ao terrorismo, a quarta revisão da diretiva sobre branqueamento de capitais, a quinta em que reforçamos a Europol e a guarda costeira e de fronteiras, criámos o RAN e o Internet Fórum da União Europeia. Mas nada disso substitui o investimento que Comissão e Estados-Membros, estrangulados por autoinfligidas políticas de austeridade não têm feito em programas inteligentes e de proximidade de prevenção da radicalização.

Eu também visitei Mechelen, Comissário King, e de facto, quanto mais se destrói emprego jovem, quanto mais se destroem políticas sociais inclusivas, mais recrutas estão os Estados-Membros da União Europeia a oferecer a grupos extremistas violentos. Bem pode o Conselho preocupar-se com o retorno de foreign fighters ou a infiltração entre migrantes.

Os terroristas que nos golpearam em Paris ou Bruxelas eram de fabrico europeu. Acresce que, ao alimentar o negócio das redes de traficantes e criminalidade organizada associada pela falta de abertura de vias legais e seguras de acesso à Europa para refugiados imigrantes, acrescidas das graves violações de direitos humanos que os deixamos experimentar já em solo europeu, incluindo os milhares de menores não acompanhados desaparecidos, tudo isto só demonstra a incoerência, a inépcia das políticas ditas antiterroristas dos Estados-Membros.

Outros dois problemas fundamentais persistem: desde logo, a resistência de Estados em partilhar informação, em interoperacionalizar serviços, como referiu o Comissário King.

A Diretiva PNR, tantas vezes apresentada como um sucesso, é demonstrativa da falta de aplicação pelos Estados-Membros, a partilha de dados não é sequer obrigatória, o controlo de voos privados não se faz vinculativamente e depois há as questões da dimensão da política externa, como já foi referido por outros colegas.

 
 
Desenvolvido por: mediaFoundry © 2017 Ana Gomes. Todos os direitos reservados.