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Direitos Humanos
08/06/2017
Pergunta à AR/VP Mogherini sobre a questão dos intérpretes iraquianos e afegãos que prestaram serviço às forças aliadas no Iraque e no Afeganistão

Milhares de linguistas locais iraquianos e afegãos foram contratados como tradutores e intérpretes pelas forças aliadas durante o conflito no Iraque e no Afeganistão. Quando se deu a retirada das tropas, foram deixados para trás.

Considerados traidores pelos rebeldes, eles e as suas famílias têm sido ameaçados, torturados e assassinados.

Tanto quanto sabemos, nenhum país aliado salvou todos os seus antigos intérpretes. Os programas de vistos têm funcionado muito lentamente, apesar de os intérpretes se encontrarem entre os funcionários contratados no local mais cuidadosamente selecionados.

Muitos destes linguistas encontram-se agora dispersos por toda a Europa e nas fronteiras da UE como refugiados em circunstâncias desesperadas.

1. Concorda a Vice-Presidente/Alta Representante que não se devem tratar assim os nossos aliados?

2. Pode a Vice-Presidente/Alta Representante, por favor, apresentar os últimos dados relativos ao número de linguistas locais contratados pelos Estados-Membros da UE no Iraque e no Afeganistão, o número de pedidos de visto de proteção e/ou asilo efetuados por eles e o número de linguistas a quem efetivamente foi concedido visto/asilo?

3. Tenciona a Vice-Presidente/Alta Representante exortar os governos e os aliados da UE, envolvidos nas operações aliadas no Iraque e no Afeganistão, a conceder vistos de proteção e/ou asilo a estes antigos intérpretes e suas famílias?

 

 
 
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