14/02/2019
Intervenção no debate de urgência sobre as defensoras dos direitos das mulheres na Arábia Saudita
O mundo não pode continuar a ignorar o que se passa na Arábia Saudita. O regime de Mohammed bin Salman prendeu Raif Badawi, laureado Sakharov, ativistas como Loujain Alhathlou, raptada nos Emirados [Árabes Unidos]. É o regime dos guardiães opressores das mulheres que esquarteja críticos como Jamal Khashoggi, oprime o povo no país e o povo de países vizinhos como o Bahrain, provoca na Síria, Iraque e Irão, conduz uma guerra de extermínio no Iémen e promove o proselitismo extremista no mundo. É inaceitável que os Estados-Membros da União Europeia não apliquem ainda um embargo de armas em conformidade com a Posição Comum. É criminoso que políticos e organizações europeias se deixem comprar pelo regime saudita, incluindo neste parlamento e até no Colégio da Europa. Sanções direcionadas, incluindo o congelamento de ativos, são indispensáveis contra cabecilhas deste regime. Governos, bancos e entidades estão agora sob intenso escrutínio para aplicar a decisão da Comissão Europeia de incluir a Arábia Saudita na lista de países de alto risco terceiros branqueamento de capitais e financiamento de terrorismo. As corajosas mulheres que se batem pelos direitos humanos na Arábia Saudita - os delas e de toda a gente - para tirar o país desta ditadura não podem ser deixadas sem esperança e à mercê de ditadores sem escrúpulos.