12/02/2019
Intervenção em sessão plenária sobre situação na Síria
Falamos de no-fly zones, de corredores humanitários, de levar o criminoso Assad ao Tribunal Penal Internacional (TPI). Mas, de facto, não houve Europa para acorrer ao povo sírio e, por isso, Putin aproveitou e Assad se mantém. Os Estados-Membros boicotaram a Política Comum de Segurança e Defesa. Na Síria, os resultados são desastrosos para a credibilidade da União Europeia, como mostra o último inquérito Euromed, mas sobretudo para a segurança de sírios e de europeus. Porque o que temos andado a fabricar na Síria é mais gerações de "ofendidos" e excluídos para ingressar as fronteiras de recruta para quaisquer grupos terroristas. Não falo sequer dos Europeus a que chamamos "foreign fighters" eufemisticamente r que engrossaram as fileiras do Da'esh e de quem, agora, os nossos governos irresponsavelmente lavam as mãos. À traição do povo sírio, acrescento a traição que europeus e americanos mais uma vez protagonizam relativamente ao povo curdo que tão fundamentalmente se bateu como nosso aliado contra as forças terroristas do Da'esh e de outros grupos terroristas. O casamento de conveniência entre Putin e Erdogan não vai durar. À União Europeia não pode bastar lavar a má consciência com apoio humanitário. Tem de exigir a Trump que não retire à pressa fazendo o jogo de Trump e Erdogan.