16/05/2017
Situação dos Critãos no Médio Oriente (debate)
Senhora Presidente, colega Millán Mon, seria bom que os líderes europeus que se dizem cristãos ouvissem e tirassem consequências da mensagem do Papa Francisco, que, sendo religiosa, é também política.
A viagem que fez ao Egipto, no rescaldo do ataque a duas igrejas coptas, foi poderosa nesse esforço de entendimento ecuménico, de solidariedade, de paz, de combate à violência extremista. E ainda esta semana, em Fátima, o Papa relembrou a importância do diálogo e da convivência entre cristãos, muçulmanos e outras confissões religiosas para a salvação da humanidade.
Quem se diz cristão mais obrigação tem de entender que a defesa das comunidades cristãs e outras minorias religiosas no Médio Oriente só pode ser assegurada se a Europa liderar a comunidade internacional na garantia de proteção eficaz para que essas minorias pré-islâmicas possam regressar aos territórios ancestrais que já foram libertados, como Sinjar, ou à medida que vão sendo libertados, como agora em Mossul e em redor de Mossul. É fundamental, portanto, apoiar prioritariamente a reconstrução dessas zonas libertadas, o que até este momento não foi feito.
Por outro lado, é preciso derrotarmos e contrariar a islamofobia e o antissemitismo que a extrema-direita populista semeia na Europa, porque sem os nossos muçulmanos não venceremos a ameaça terrorista e o extremismo violento.