13/03/2013
Preparação da reunião do Conselho Europeu (14 e 15 de março de 2013) (debate)
Senhor Presidente, a Troika está em Portugal a finalizar a sétima avaliação do programa de resgate, confrontada com o falhanço grotesco de todas as previsões grotescas - suas e do Governo português -, apesar de toda a gente antecipar e ter avisado que eram grotescamente irrealistas.
E só lhe ocorre reagir com pequenos ajustamentos: mais um ano para cumprir as metas, mais uns anos de extensão das maturidades... Reflete o discurso mole e as políticas autoderrotadoras da União Europeia, com uma Comissão subserviente e temerosa, agarrada às calças e ao calendário da Sra. Merkel.
Portugal, Sr. Presidente, não precisa de pequenos ajustamentos ao ajustamento para disfarçar os erros colossais da Troika e da União Europeia. Portugal precisa de uma reviravolta total nas políticas austericidas que a Comissão tem caninamente aplicado - como demonstra o Quadro Orçamental Plurianual, que não serve a solidariedade europeia e não faz a Europa sair da crise. E por isso é que o Parlamento tem que o alterar.
Portugal precisa de que o Conselho Europeu acorde, tire as consequências da catástrofe social e política que a sua política austericida criou na Europa e arrepie caminho, antes que maiores tragédias se abatam sobre o nosso continente.