13/06/2018
Declarações do Conselho e da Comissão - Emergências humanitárias no Mediterraneo e solidariedade na UE
por escrito - Salvini mente: não é verdade que a Itália esteja sozinha a fazer face às migrações. Na 6ª feira passada, eu e outros membros da Comissão Especial sobre Terrorismo passámos pelo navio "Aquarius", atracado em Catania, e percorremos todo o caminho até ao "hotspot" de Pozzalo. Que não estaria equipado e capacitado para se articular com as estruturas de comando das forças policiais e de segurança do espaço europeu para identificar, filtrar e assistir os migrantes chegados, se não fosse o financiamento, os recursos humanos e a organização fornecidos pela União Europeia.
Salvini mente: não só quando pinta migrantes e refugiados como ameaças, como também quando omite que os afluxos com destino a Itália diminuiram drasticamente. E, sim, é certo que rotas e afluxos estão a ser geridos por máfias que traficam seres humanos, mas isso acontece porque outros mentirosos e fabricantes do medo instalados em governos europeus estão a alimentar esse negócio sórdido ao recusarem abrir vias legais e controladas para migrantes e refugiados.
Itália e Malta violaram o direito europeu e internacional ao recusarem receber 629 pessoas resgatadas pelo "Aquarius". Desta vez os socialistas no poder em Espanha salvaram a decência e a humanidade da Europa. Mas não basta a boa vontade como solução de futuro: urge que os governos aprovem no próximo Conselho Europeu de Junho a reforma do Regulamento de Dublin e o pacote legislativo sobre migração e asilo, propostos pelo Parlamento Europeu. No sentido de garantir que é a União, solidariamente, quem gere as migrações, e não os traficantes de seres humanos.