01/03/2017
Preparação da reunião do Conselho Europeu de 9 e 10 de Março 2017 (debate)
Senhor Presidente, precisamos absolutamente de investir na segurança e defesa dos nossos cidadãos, mas isso só acontecerá se o fizermos coordenadamente, no quadro da política comum de segurança e defesa e de uma estratégia de segurança interna.
Mas, para isso, precisamos de mais recursos nacionais e de um orçamento europeu adequado. Se o Conselho Europeu se empenhar no combate à selva fiscal e ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, travando paraísos fiscais, onshore e offshore , então, os Estados-Membros poderão recuperar ativos substanciais para investir na nossa segurança e defesa. Um imposto sobre as transações financeiras seria um passo decisivo nesse sentido.
Quanto à tentativa imoral de externalizar as nossas responsabilidades na gestão das migrações e na proteção dos refugiados, através da criação de hotspots na Líbia, que ninguém conseguirá gerir num país destruído e sem governação, por falta de Europa, a menos que os governos europeus tenham a coragem de pedir um mandato internacional, invocando a legítima defesa, e tenham a coragem de pôr botas no terreno - muitas botas no terreno -, garantindo a segurança e a defesa de todos na Líbia e de todo o território líbio, e não só na zona marítima e costeira.