21/11/2012
Execução da Política Comum de Segurança e Defesa - Cláusulas de defesa mútua e de solidariedade da UE: dimensões políticas e operacionais - Cibersegurança e ciberdefesa - Papel da Política Comum de Segurança e Defesa em matéria de crises provocadas pelo clima e catástrofes naturais (debate)
Ana Gomes (S&D ). - Senhor Presidente, a recessão não pode justificar o desinvestimento dos Estados-Membros na segurança e defesa neste mundo mais perigoso porque desregulado. É precisamente por causa da crise e dos desafios que enfrentamos à escala global que a União Europeia tem de coordenar e integrar em segurança e defesa as políticas, recursos e capacidades.
Isto implica avançar no quartel-general permanente e reunir e partilhar recursos humanos, equipamentos mas também meios financeiros. A regra os custos recaem sobre quem neles incorre impede alguns Estados de contribuir mais em forças e capacidades civis e militares para as missões CSDP. As recomendações deste Parlamento nos relatórios aqui presentes - operacionalização da cláusula de solidariedade, ciberdefesa, implicações de segurança das alterações climáticas - são essenciais para a União Europeia ter autonomia estratégica e servem também para os europeus desta forma assumirem os compromissos que têm no quadro da NATO, da ONU e das outras parcerias estratégicas como fornecedores de segurança à escala global.