Início | Bio | Transparência | Galeria | Links | Contactos
      English
  OK  
Parlamento
Relatórios
Intervenções
Documentos
 
Arquivo
Artigos
Notícias
direitoshumanos
segurancaedefesa
libia
integridadeetransparencia
fiscalidade
submarinos
envc
justicaeassuntosinternos
vistosgold
vooscia
 
 
Intervenções
24/10/2016
A estratégia europeia em relação ao Irão após o acordo nuclear (debate)

Senhora Presidente, o acordo nuclear com o Irão é decisivo, todos o esperamos,  para a segurança e não proliferação a nível regional e global, resultado de negociações históricas em que as diplomacias europeia e americana se empenharam.

Abriu-se assim uma nova página nas relações União Europeia-Irão que não pode secundarizar a necessidade de diálogo numa área em que europeus e autoridades iranianas mantêm substanciais divergências, no respeito pelos direitos humanos, incluindo os direitos das mulheres, no uso e abuso da pena de morte e outros tratamentos degradantes.

Esse diálogo não é inútil, tem de ser franco, vigoroso, criativo: não cai em saco roto junto de um governo que está pressionado internamente por uma sociedade jovem, educada e desejosa de reintegração na comunidade internacional.

Oportunidades económicas e de comércio são potenciadoras também de maior intercâmbio entre os povos europeu e iraniano. O levantamento das sanções contra o Irão abre o mercado iraniano a empresas e investimento europeus. Porém, é preciso ainda que o Irão se comprometa e invista em cumprir as recomendações do Grupo de Ação Financeira Internacional para criar um ambiente económico transparente e responsável.

Mas sejamos claros: restringir o relacionamento euro-iraniano a objetivos económicos e comerciais é falhar estrategicamente. O Irão é potência regional que deve ser encorajada a desempenhar um papel na resolução de conflitos e não a agravá-los. O Irão pode ajudar a pôr fim à guerra na vizinha Síria, mas hoje combate ao lado da Rússia, para preservar o tirano Assad, à custa do massacrado povo sírio.

A União Europeia devia utilizar um novo relacionamento com o Irão e com outros atores regionais no sentido de dissuadir o confronto sectário Sunni-Shiita sobretudo alimentado pela Arábia Saudita, o Qatar e a Turquia de Erdogan.

Uma solução que dê paz e futuro aos sírios e a todos os povos na região é a única forma de a Europa e o Irão protegerem a sua própria segurança.

 
 
Desenvolvido por: mediaFoundry © 2026 Ana Gomes. Todos os direitos reservados.