Início | Bio | Transparência | Galeria | Links | Contactos
      English
  OK  
Parlamento
Relatórios
Intervenções
Documentos
 
Arquivo
Artigos
Notícias
direitoshumanos
segurancaedefesa
libia
integridadeetransparencia
fiscalidade
submarinos
envc
justicaeassuntosinternos
vistosgold
vooscia
 
 
Intervenções
13/03/2013
Ameaça nuclear e direitos humanos na Coreia do Norte (debate)

Ana Gomes, em nome do Grupo S&D . - As ameaças de ataque preventivo nuclear por parte do regime norte-coreano são inaceitáveis provocações não apenas contra os vizinhos Coreia do Sul e Japão e contra os Estados Unidos mas realmente contra a segurança global.

Exigimos que a Coreia do Norte respeite as resoluções do Conselho de Segurança, o Tratado de Não Proliferação, o Acordo de armistício de 53, o Pacto Bilateral de Não Agressão com a vizinha Coreia do Sul e dizemos que a declaração de rutura do cessar-fogo por parte da Coreia do Norte põe em risco a sua própria segurança, isolando-a ainda mais.

A economia norte-coreana, centrada no poderio militar e na corrida ao armamento nuclear, determina a extrema pobreza em que vive o sacrificado povo norte-coreano enfraquecido também pela opressão, a sistemática violação dos direitos humanos, a propaganda mentirosa do regime.

A liderança norte-coreana pode ser feudal, opressiva ou lunática, mas realmente vive neste mundo e só persiste neste curso perigosamente provocatório porque tem as costas quentes, porque se vale do suporte económico, comercial e político da vizinha China.

A China, como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, tem especiais obrigações de zelar pela paz e pela segurança mundiais, começando por casa e pelo desequilibrado vizinho do lado.

A China não pode deixar aprovar sanções contra Pionguiangue do Conselho de Segurança da ONU e depois fechar os olhos às suas violações nas fronteiras comuns. Isto incentiva a irresponsabilidade do regime norte-coreano.

Ninguém como a China pode ajudar a trazer Pionguiangue à razão. É crucial que a Coreia do Norte retome as negociações no âmbito das conversações entre seis partes a fim de encontrar caminhos para uma península coreana livre de armas nucleares e capaz de assegurar direitos elementares e qualidade de vida aos coreanos do norte e do sul.

Sem deixar de promover e aplicar as sanções internacionalmente decretadas contra Pionguiangue, a União Europeia deve manter e, se possível, intensificar o diálogo e o contacto com o regime norte-coreano, se possível alargando ao que exista de sociedade civil na Coreia do Norte, mas é sobretudo sobre a China que a nossa pressão tem que se exercer de forma firme.

 

 
 
Desenvolvido por: mediaFoundry © 2026 Ana Gomes. Todos os direitos reservados.