04/07/2017
As eleição da Arábia Saudita como Membro da Comissão das NU para o Estatuto das Mulheres (debate) (em inglês)
A eleição da Arábia Saudita para a Comissão do Estatuto da Mulher na ONU é revoltante e torna obrigatório, ali e aqui, que se confronte a Arábia Saudita com as sistemáticas violações dos direitos das mulheres.
No relatório sobre as relações da União Europeia com a Arábia Saudita que redigi e que este Parlamento aprovou em 2014 descrevemos o regime medieval que oprime e desgoverna o país, com o pior registo de desigualdade de género do mundo, onde as mulheres são indignamente submetidas a um guardião masculino.
Por isso, importa perguntar à Alta Representante se, ao menos, tentou coordenar os Estados-Membros nesta eleição na ONU, e se vai expor os outros quatro membros, além da Bélgica, que votaram a favor.
Porventura são os mesmos que vendem armas e apoiam a repressão violenta pelos sauditas no Iémen e no Bahrein e indiretamente o proselitismo muhabi que promove e financia extremistas e terroristas pelo mundo fora. Cabe aos governos europeus agora garantir que esta eleição sirva para confrontar o regime saudita e para dar também alento às mulheres e homens que, na Arábia Saudita, se batem por liberdade, direitos humanos e justiça. Mulheres e homens como Raif Badawi, Prémio Sakharov ainda encarcerado na Arábia Saudita.
(A oradora aceita responder a uma pergunta formulada ao abrigo do procedimento "cartão azul" (artigo 162.º, n.º 8, do Regimento))