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Intervenções
15/03/2012
Violações dos direitos humanos no Barém

Ana Gomes (S&D ). - Senhora Presidente, esta resolução é apropriada e é equilibrada, reconhece alguns passos positivos feitos, designadamente com a comissão de inquérito independente, que reconheceu que houve força excessiva, tortura e julgamentos injustos na resposta aos protestos do ano passado. Mas esta resolução também reconhece as insuficiências, a lentidão na aplicação das reformas e na correção das injustiças, designadamente na falta de libertação dos prisioneiros políticos.

Na semana passada, recebi em Bruxelas um grupo de mulheres, de deputadas do Barém, de todas as confissões religiosas, que vinham dizer que as manifestações tinham sido política e religiosamente manipuladas por forças obscurantistas. Se isso é assim, porque é que o Barém continua a impedir a entrada de jornalistas e de organizações de direitos humanos no país? Porque é que o relator especial das Nações Unidas contra a tortura, que quer ir visitar o Barém, tem sido impedido de o fazer? Porque é que o Barém até hoje não estendeu um convite à Unidade Special Procedures do Conselho de Direitos Humanos da ONU para visitar e apurar o que se passou?

Através da Alta Representante, a União Europeia tem que exigir ao Barém que, de facto, faça as reformas que são necessárias e corrija os abusos cometidos, e tem absolutamente, como vários colegas disseram, que exigir aos Estados-Membros que cumpram rigorosamente os critérios da posição comum relativamente à exportação de armas para que os europeus não sejam cúmplices com a repressão interna no Barém.

 
 
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