29/04/2015
Perseguição de cristãos em todo o mundo relacionada com o assassinato de estudantes no Quénia pelo grupo terrorista Al-Shabaab (debate)
Senhor Presidente, o arrepiante massacre na Universidade de Garissa não merece apenas a nossa sentida solidariedade para com as vítimas e o povo queniano. Prova que o terrorismo do Al-Shabaab anda à solta, impune, e procura fazer escalar os conflitos e contagiar mais países no Leste de África. A União Europeia tem de empregar os seus esforços para encorajar o governo do Quénia e outros na região a assumirem as suas responsabilidades no combate ao terrorismo e ao sectarismo, acionando todos os meios para esse combate, incluindo políticas de desenvolvimento que efetivamente beneficiem os seus povos.
O ataque hediondo na Universidade de Garissa tem de motivar uma mudança de atitude, tanto no Quénia como na região, como por parte da comunidade internacional. A liberdade religiosa e o direito à educação são parte dos valores universais fundamentais numa sociedade que se quer democrática.
O Quénia, com o apoio da União Europeia e da União Africana, tem de atacar as causas na raiz dos problemas de sectarismo que ajudaram a dar espaço aos terroristas do Al-Shabaab, ceifando tragicamente a vida destes 147 estudantes e de muitas outras pessoas na região. Tem de ser prioridade para a União Europeia, para a União Africana e para o Quénia atacar as fontes de financiamento do terrorismo.