05/10/2016
Preparação da reunião do Conselho da Europa de 20 e 21 de Outubro de 2016
Senhor Presidente, eu queria que o próximo Conselho Europeu abandonasse a deriva intergovernamental, antieuropeia, de Bratislava, começando por reagir ao terramoto financeiro que o Deutsche Bank ameaça e às últimas notícias sobre o Brexit: uma coisa é o Reino Unido querer atirar-se para o abismo, outra é deixarmos que arraste a União Europeia.
Queria que desmantelasse a antieuropeia "Fortaleza Europa" abrindo vias legais e seguras de acesso a refugiados e migrantes, sem os condenar a entregarem-se a mãos criminosas e à morte no Mediterrâneo, parando de replicar acordos imorais e ineficazes com governos repressivos como o turco, travando a proliferação de muros, leis e referendos à la Orbán , que, de facto, alimentam o negócio dos traficantes, ameaçando a nossa própria segurança.
Há muito que a Europa da defesa se impõe, mas não irá longe sem estratégia nem determinação política e têm faltado para passar mensagens dissuasórias à Rússia que da continuada agressão na Ucrânia, ao bombardeamento impiedoso em Alepo não pode sair impunemente.
Eu queria que, num assomo de coragem e réstia da sanidade europeísta, a União Europeia apoiasse o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, exigindo restrições ao veto dos P5 no Conselho de Segurança face à evidência de crimes de guerra e contra a humanidade que destroem o que resta hoje da Síria e da credibilidade da União Europeia.