Início | Bio | Transparência | Galeria | Links | Contactos
      English
  OK  
Parlamento
Relatórios
Intervenções
Documentos
 
Arquivo
Artigos
Notícias
direitoshumanos
segurancaedefesa
libia
integridadeetransparencia
fiscalidade
submarinos
envc
justicaeassuntosinternos
vistosgold
vooscia
 
 
Intervenções
13/01/2015
Situação na Líbia (debate)

É urgente travar a guerra civil e o agravar da crise humanitária dentro da Líbia e na vizinhança, com milhares de refugiados, o risco de catástrofes ambientais por centrais petrolíferas a arder e barrar a utilização do território líbio como santuário de organizações terroristas, como a que acaba de nos golpear, criminosamente, em Paris. É a segurança regional, europeia e global que estão sob a ameaça de um Estado falhado na Líbia.

Chegou a hora de nos juntarmos a países africanos que pedem uma intervenção militar internacional, devidamente mandatada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e articulada com parceiros regionais: a Liga Árabe, a União Africana.

É urgente ter uma missão de paz da ONU que ajude a devolver condições de segurança para fazer cumprir um acordo político entre todas as fações líbias, como o representante especial da ONU, Bernardino Léon, vem porfiadamente promovendo.

Um tal acordo entre líbios é possível! E também eu espero que ocorra amanhã! Mas não devemos ignorar que hoje, na Líbia, se joga uma guerra por procuração, envolvendo as mesmas potências que estão por detrás do chamado Estado Islâmico, qualquer que seja a variação da hidra terrorista.

A União Europeia tem de usar a sua influência política e diplomática contra essa interferência e tem de redirecionar a sua própria missão e o BAM (Missão de Assistência Fronteiriça), no quadro da Política Comum de Segurança e Defesa, para responder às reais necessidades de segurança da Líbia.

É preciso que integre uma missão de paz da ONU, que tem que ter como prioridade a recolha das armas, o desarmamento, a desmobilização e a reintegração das milícias e grupos armados, e a formação de instituições de segurança sob controlo do Estado.

A Europa também tem responsabilidades na degradação a que se chegou na Líbia pós-Khadafi, até por não dar prioridade à reforma do setor de segurança. Alguns Estados-Membros recusaram atuar coordenadamente, competindo entre si para promover interesses próprios. A União abdicou de os coordenar. É urgente que a Alta Representante os confronte, mude este legado e dê estratégia, eficácia e coerência à ação da União Europeia na Líbia e na região, como, de resto, a Senhora Mogherini hoje, aqui, reconheceu que era necessário.

(O orador aceita responder a uma pergunta "cartão azul" (n.º 8 do artigo 149.º)).

 

 
 
Desenvolvido por: mediaFoundry © 2026 Ana Gomes. Todos os direitos reservados.