16/09/2014
A situação na Ucrânia e a situação do papel das relações UE-Russia (debate)
Senhor Presidente, é hora de a União Europeia ser eficaz na solidariedade com o povo ucraniano e na defesa do direito internacional e da paz. A agressão russa à Ucrânia é inegável e intolerável para além da Crimeia. A Rússia tem de assumir as suas responsabilidades acrescidas como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, fazendo respeitar o cessar-fogo e viabilizando o diálogo político na Ucrânia, sem interferir na escolha democrática que assiste aos ucranianos para determinar quem os governa e as alianças com que se governam, como o acordo de associação que hoje mesmo este Parlamento e a Verkhovna Rada ratificarão.
Para ser eficaz a União tem de se empenhar no cumprimento das sanções económicas, financeiras e da defesa, garantindo que os equipamentos de duplo uso não escapam ao embargo de armas, e tem de apoiar a governação democrática na Ucrânia, incluindo a sua capacidade de investir na diversificação das fontes de energia, alternativas à dependência da Rússia, que também deve estrategicamente impor-se à própria União.
As sanções são reversíveis, queira a Rússia entendê-lo e entender que nós na União Europeia não queremos a guerra, nem sequer fria, mas não ficamos de braços cruzados diante da que Putin instiga e conduz na Ucrânia, pondo em causa a segurança europeia e global.