12/03/2015
Recentes ataques e raptos efetuados pelo Daesh no Médio Oriente, nomeadamente de assírios
Senhor Presidente, se houvesse coordenação entre os Estados-Membros e a União Europeia poderíamos fazer mais e melhor para ajudar as populações do Iraque e da Síria, à mercê das atrocidades do bando de criminosos que se intitula Estado Islâmico e que provocam uma catástrofe humanitária de proporções bíblicas na região.
Podíamos ser mais eficazes no apoio à indispensável campanha militar que os curdos corajosamente conduzem para erradicar do controlo das cidades o DAESH e para travar as perseguições contra minorias cristãs e iazidis, curdas, xiitas e outras na região, como as centenas de cristãos recentemente raptados.
Podíamos ser mais eficazes no apoio à organização de redes para libertar os reféns escravizados, que incluem milhares de mulheres e crianças. E eu falei com outros deputados, recentemente com jovens que conseguiram escapar de Mossul e que precisam desesperadamente de apoio médico e psicológico e que deviam ter prioridade na ajuda europeia.
Palavas e resoluções não bastam. Poderemos ser mais eficazes na ajuda humanitária e outra, a ajuda que pagamos e que é desesperadamente necessária no Iraque e na Síria, se ela for devidamente coordenada, direcionada para assegurar que funcionam, por exemplo, escolas nos campos de refugiados e de deslocados, e sobretudo se ajudarmos as antigas comunidades pré-islâmicas da região, hoje perseguidas, a entenderem que haverá futuro para elas no Iraque e na Síria.