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Intervenções
15/02/2012
Situação na Síria (debate)

Ana Gomes (S&D ). - O Parlamento Europeu expressa com emoção a sua solidariedade ao corajoso povo sírio, que resiste determinadamente, como pode, ao regime incivilizado de Bashar al-Assad, que bombardeia o seu povo em aldeias e cidades e não hesita em torturar crianças. Não desistiremos de obter, por qualquer meio, na Assembleia Geral da ONU, em Tunis ou noutros fora , inequívocas condenações do regime sírio que pressionem Assad a acabar com as atrocidades contra o seu povo, a afastar-se do poder e a deixar que um processo de transição democrática possa ter lugar na Síria, como é aspiração clara do seu povo. Não desistiremos de ver Bashar e os seus mais próximos apoiantes levados à justiça diante do Tribunal Criminal Internacional pelos crimes contra a humanidade cometidos contra o povo sírio. Não desistiremos de encorajar a União Europeia a apoiar a Liga Árabe e outros atores regionais, procurando que o Conselho de Segurança da ONU decrete uma trégua humanitária e determine uma força de paz para a Síria, que abra a trégua humanitária, que ajude a impedir a guerra civil e abra caminho à transição democrática. Isto implica o reforço do apoio humanitário logístico mediático e outro que a União Europeia e outros parceiros regionais como a Turquia estão a prestar às forças que organizam a resistência legítima do povo sírio.

A União Europeia tem também de apontar o dedo à China e à Rússia pela vergonha moral de se colocarem contra 13 outros membros do Conselho de Segurança da ONU e, assim, impedirem o Conselho de Segurança de exercer a responsabilidade de proteger o povo sítio e de darem licença para continuarem a massacrar ao abrigo do regime de Bashar Al-Assad. Falam de paz e de evitar a guerra civil. Mas nada do que fazem ajuda ao fim da violência. A Rússia até continua a vender armas a Bashar al-Assad. Assim instigam as forças sírias e os seus apoios regionais, incluindo as forças Wahabi, mais reacionárias e extremistas, e os terroristas da Al-Qaeda a aproveitarem-se do conflito sírio para desestabilizar ainda mais toda a região.

Assad vai cair, inevitavelmente. É uma questão de tempo. A União Europeia tem que ter orientação estratégica desde já para o pós-Assad, para a sua atuação pós-Assad, tem que exigir também à oposição síria que se una e que se empenhe depois na reconciliação nacional e se comprometa num processo de transição democrática que tem que incluir o respeito pelos direitos das minorias sírias, incluindo as alauitas e cristãs.

 
 
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