16/01/2018
Apoio da UE ao processo de paz na Colômbia (debate)
(a oradora encontrava-se distante do microfone ) ... um tremendo desafio na Colômbia, um país que continua assolado pela violência perpetrada por grupos armados, incluindo dissidentes das FARC, do ELN e paramilitares que medraram à sombra do narcotráfico.
2018 traz eleições presidenciais e legislativas que não podem ser pretexto para interromper o processo de paz. A força alternativa revolucionária comum, que resulta da transformação das FARC, tem de aprender a funcionar como partido político e de ter espaço para isso. Ao mesmo tempo, não pode aceitar-se que outros grupos armados, incluindo paramilitares, se apoderem de áreas anteriormente controladas pelas FARC, assassinando, oprimindo e expulsando populações.
A União Europeia tem de falar e de agir ajudando o governo colombiano a prosseguir o diálogo, incluindo com o ELN, mas também a combater a corrupção e o crime organizado, porque, como sublinhou o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, na semana passada em visita ao país, não basta que o Estado posicione forças de segurança nas zonas afetadas pela violência. A essência da presença do Estado tem de se traduzir em educação, saúde, infraestruturas e acesso dos produtores agrícolas aos mercados, facultando condições de vida à população colombiana, às comunidades, que neste último ano só viram mais de 170 ativistas e líderes sindicais serem assassinados.
Não matar a paz implica dar condições de vida ao povo colombiano.