02/07/2014
Conclusões da reunião do Conselho Europeu (26-27 de Junho de 2014) (debate)
Senhor Presidente, como explica o Conselho Europeu que, na agenda que aprovou, não identifique como prioridade combater dumping fiscal e paraísos fiscais, que são instrumentais para capturar governantes e administrações e constituem um sistema circulatório da crise, da fraude e evasão fiscais, da corrupção, do branqueamento de capitais e da criminalidade organizada para sugar recursos aos Estados e à União, desviando-os de crescimento e da criação de emprego?
Nessa perspetiva, porque não olha o Presidente Durão Barroso para o nosso país, Portugal, onde a troica austericida não quis saber dos riscos de corrupção e deixou correr privatizações, PPP's, SWAPS e outros contratos ruinosos suspeitos de corrupção, como o que o seu governo, em 2004, celebrou para comprar submarinos, e deixou proteger, com obscenas amnistias fiscais, ricos e poderosos banqueiros que fugiram ao pagamento de impostos. Quando até o insuspeito esquerdalho FMI já veio admitir que melhor teria sido Portugal renegociar a dívida em 2011, o que espera o Presidente da Comissão Europeia para propor um plano europeu de mutualização da gestão das dívidas em excesso em 15 dos 18 membros da zona do euro ou, pelo menos, a renegociação...
(O Presidente retira a palavra à oradora)