26/11/2014
Intervenção escrita sobre reconhecimento do Estado da Palestina
O reconhecimento do Estado da Palestina é um passo há muito devido e que urge para quebrar o impasse no Processo de Paz.
O PE deve respaldar a Suécia e parlamentos nacionais que avançaram nesse sentido. Pelos palestinianos, mas também pelos israelitas. Em Israel hoje cada vez mais se cava, perigosamente, a contradição entre Estado Judaico e Estado democrático.
O reconhecimento formal tem de ser acompanhado por um esforço europeu de apoio ao funcionamento de um Estado na Palestina, capaz fornecer segurança à região, incluindo a Israel.
A UE tem de fazer sentir a Israel que não tolera mais a política de opressão e ocupação a que está sujeito, desde 1967, o povo palestiniano - política que faz o jogo de forças extremistas, como o Hamas.
O Acordo de Parceria EU-Israel deve ser suspenso enquanto se mantiver a ocupação ilegal. Sem o fim da ocupação, a Palestina não será terra segura - para palestinianos e para israelitas.
A União Europeia deve contrariar a retórica reaccionária do governo de Benjamin Netanyahu. É preciso que o povo israelita compreenda que o preço da sua segurança e da paz passa pela autoridade de um Estado viável, democrático e independente na Palestina.