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Intervenções
18/01/2018
Os casos dos activistas de direitos humanos Wu Gan, Xie Yang, Lee Ming-cheh, Tashi Wangchuk e do monge tibetano Choekyi

em nome do Grupo S&D . - Senhora Presidente, a repressão dos ativistas chineses e do monge tibetano que hoje aqui debatemos demonstra como a República Popular da China continua a dar tiros no próprio pé ao tentar silenciá-los.

A União Europeia tem de, em público e em privado, persuadir Pequim para que abandone a censura e a repressão contra ativistas e representantes de minorias como no Tibete.

A União Europeia não pode olhar para o lado enquanto Pequim se prepara para aprovar um pacote de leis que, a pretexto de combate ao terrorismo, restringe liberdades e direitos fundamentais ou uma lei sobre a gestão de ONG internacionais que visa colocar associações e defensores de direitos humanos à mercê das autoridades do Estado.

Temos, de forma concertada e estratégica, de pressionar para que, durante a revisão periódica universal da República Popular da China que se avizinha, assegurar que a sociedade civil chinesa é ouvida e participa no processo. A União Europeia tem ainda um interesse estratégico numa relação leal com a China em matéria de segurança global, nas quais Pequim tem de contribuir de forma construtiva e não escudar-se no seu estatuto do Conselho de Segurança para agir num quadro internacional paralelo e para violar as suas próprias obrigações em matéria de direitos humanos, nos termos da Carta das Nações Unidas e de todos os outros instrumentos convencionais que a China subscreveu.

 
 
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