01/03/2018
Cortando as fontes de renda para os jihadistas - visando o financiamento do terrorismo (debate)
Senhora Presidente, este relatório de Javier Nart é muito importante. O Daexe não acabou, mesmo se territorialmente derrotado. Acabaram outras cabeças da rede terrorista, da Al Qaeda ao Boko Haram. O combate ao terrorismo tem de estar no centro da agenda da segurança da União Europeia, em particular com atenção à região MENA, sem o deixar instrumentalizar por ambições políticas, geopolíticas e sectárias de Estados regionais.
Prioritário neste contexto é o seguimento e bloqueio do financiamento às redes terroristas via sistemas como as wallets e criptomoedas, mas também investindo em negócios legais, em particular no Iraque, na Turquia, mas também na própria União Europeia.
O próprio Comissário Moscovici, num relatório sobre a «fraude carrocel» no IVA, há um ano, mostrou que 50 mil milhões de euros por ano são desviados e reciclados por organizações terroristas, incluindo grupos terroristas como a Al Qaeda.
Os nossos Estados-Membros continuam a recusar as reformas que foram propostas no sistema de IVA para obviar a isto. A quarta diretiva contra o branqueamento de capitais ainda não está a ser implementada por vários Estados-Membros e os Estados-Membros recusaram, no âmbito da quinta diretiva, a criação de uma unidade de investigação financeira europeia, que é absolutamente indispensável para combater o financiamento do terrorismo.