08/07/2015
Apoio da UE à Tunísia (debate)
Senhor Presidente, a expansão de organizações terroristas no norte de África procura, antes de mais, afundar a democracia em construção na Tunísia. Os cobardes massacres do Museu Bardo e agora na praia de Sousse, em que morreu uma cidadã portuguesa, mostram como as ameaças do terrorismo, do extremismo violento e do crime organizado não conhecem fronteiras, se interligam e encontram recrutas graças ao desemprego e à exclusão social e económica que a própria Europa, com políticas recessivas, desgraçadamente, faz tender na sua vizinhança.
A União Europeia tem a especial responsabilidade de se organizar para combater o Estado Islâmico e não o está a fazer eficazmente no Iraque e na Síria. Mais perto, na Líbia e na Tunísia, a Europa tem de agir, desde logo apoiando solidariamente a Tunísia, o seu governo saído de eleições democráticas, no desenvolvimento económico e na criação de emprego para dar futuro aos seus jovens, como também no reforço da segurança interna, marítima e de fronteiras.
Travar a expansão terrorista implica também que a União Europeia abra canais legais e seguros para migrantes e refugiados, única forma de não fortalecer as redes de traficantes que se prestam a ser usadas por terroristas, visando hoje cidadãos europeus, mais tarde ou mais cedo golpear o território europeu. Por isso, ajudar solidariamente a Tunísia a reforçar a sua segurança económica e democrática também é fundamental para a segurança da própria Europa.