24/05/2012
Situação dos refugiados norte-coreanos
Ana Gomes (S&D ). - Senhor Presidente, o repatriamento de refugiados é contrário ao direito internacional, sendo uma prática inaceitável por parte de uma grande potência como a China, que tem especiais responsabilidades como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU em cumprir e fazer cumprir o direito internacional. As autoridades chinesas têm consciência disso, tanto que já prometeram não continuar a repatriar norte-coreanos que procuram refúgio no seu país. Mas está amplamente documentado que o repatriamento prossegue nas fronteiras sino-coreanas e que isso significa entregar homens, mulheres, velhos e crianças à tortura, à fome, à prisão e à morte nos campos de concentração da Coreia do Norte.
A União Europeia, que se empenha em múltiplos planos nas relações com a China, não pode abdicar dos seus princípios, valores e interesses permanentes, e com lealdade e franqueza tem que dizer à China que espera o respeito pelas suas obrigações, ao abrigo da Convenção de Genebra. Espera que pare a entrega de refugiados à Coreia do Norte. A Alta Representante e a Comissão, para além de continuarem a apoiar as organizações que apoiam os refugiados da Coreia do Norte, devem incluir esta questão em todos os diálogos políticos com a China.