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14/11/2018
Comunicado de Imprensa do Grupo dos Socialistas e Democratas do Parlamento Europeu (S&D): Três anos depois do ataque ao Bataclan, a Europa tem ainda lições para aprender sobre a luta contra o terrorismo

14 de novembro de 2018 - A Comissão Especial sobre o Terrorismo (TERR) do Parlamento Europeu votou ontem, 13 de novembro, à noite o relatório sobre as conclusões e recomendações desta comissão, apontando deficiências aos níveis prático e legislativo na luta contra o terrorismo na Europa.

A votação ocorreu exatamente três anos após os ataques terroristas que naquela noite vitimaram 130 pessoas em Paris. Este foi o mais violento dos vários ataques terroristas que aconteceram em toda a Europa nos últimos anos.


A relatora-sombra do Grupo S&D, Caterina Chinnici, referiu:

"Recordamos todos os que perderam a vida no ataque horrível em Paris de há três anos, assim como em todos os ataques que ocorreram na Europa e em outros lugares do mundo nos últimos anos. Precisamos de fazer mais na União Europeia para garantir uma abordagem conjunta e comum entre os diferentes Estados-Membros que possa prevenir eventuais ataques futuros. Precisamos de garantir que a troca de informações entre as diferentes agências policiais seja mais eficiente, para que as informações estejam disponíveis quando e onde venham a ser necessárias. Deve ainda existir um foco maior nos novos desafios enfrentamos, nomeadamente de natureza cibernética, ao mesmo tempo que é crucial assegurar que os direitos fundamentais dos cidadãos europeus não são postos em causa.

Durante o último ano, a Comissão Especial sobre o Terrorismo (TERR) do Parlamento Europeu reuniu-se com especialistas, abordando e analisando as falhas existentes na resposta europeia às ameaças terroristas na Europa. Este relatório é o culminar desse ano de trabalho em que lutámos arduamente para garantir que o mesmo incida sob medidas práticas e recomendações concretas.


A coordenadora e porta-voz do Grupo S&D da comissão TERR, Ana Gomes, acrescentou:

"Não há respostas fáceis no que diz respeito à luta contra o terrorismo. A melhor maneira de responder à ameaça contínua é garantir que as políticas internas são coerentes com as políticas externas, de modo a que seja mais difícil a que grupos terroristas operem e proliferem. É fundamental lutar contra a instabilidade que reproduz o terrorismo, como também há que melhorar a capacidade das agências policiais europeias e de outros serviços responsáveis pela aplicação da lei na resposta às ameaças terroristas.

Os grupos terroristas operam recorrendo às partes mais sombrias do sistema financeiro para esconder dinheiro e financiar, assim, as suas atividades criminosas. Vencer a luta contra o terrorismo é apenas possível se a luta pela transparência financeira também for ganha. Criminosos e organizações terroristas estão a utilizar empresas-fantasma, fundos e paraísos fiscais para esconder e camuflar negócios ilegais por detrás de atividades comerciais supostamente legais. A União Europeia necessita de regras e ações mais sólidas no setor da transparência financeira de forma a lutar este comportamento criminoso.

Temos trabalhado arduamente para assegurar que este relatório se concentre em medidas práticas no combate ao terrorismo. No entanto, estamos profundamente preocupados com as tentativas do Partido Popular Europeu e dos grupos de extrema-direita de tentar incluir uma retórica xenófoba e contra a imigração e refugiados neste relatório, incluindo as referências a imigrantes de segunda e terceira geração como um risco à segurança. Estas pessoas são cidadãos da União Europeia e não podem ser catalogados e apresentados como se pertencessem a uma outra sociedade. Isto é preconceituoso e perigoso. É algo que está a ir ao encontro e a favor de recrutadores terroristas, levando a que estes cidadãos nunca se sintam, nem sejam verdadeiramente integrados nas sociedades europeias. Nunca aceitaremos essa linguagem e vamos lutar de forma árdua para garantir que ela não é incluída na versão final do relatório que vai ser votada na sessão plenária de Estrasburgo de dezembro. "

 

 
 
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